Prefeito de Planalto justifica pedido de afastamento

 

No ar pela Rádio Florestal FM durante o meio-dia desta terça-feira, 22 de maio, o prefeito de Planalto, Antonio Carlos Damin (PDT), justificou seu requerimento de licença por seis meses para tratamento de saúde aprovado pela Câmara de Vereadores no começo da tarde de ontem.

Em sua manifestação, transmitida em cadeia por outras emissoras, Damin falou que está profundamente abalado devido à repercussão da denúncia na qual ele é acusado de ter oferecido dinheiro para fazer sexo com uma menina de 13 anos, que seria uma vingança e teria motivação política. “O gestor tem que estar com a cabeça boa, e nesse momento não estou. Conseguiram destruir a minha imagem, mas a minha consciência jamais vai ser destruída, nem o meu legado vai ser apagado”, afirmou.

À frente do Poder Executivo fica o vice-prefeito Gabriel Olkoski (PT), pessoa na qual Damin disse confiar para dar continuidade às obras do município. Além disso, ainda mencionou que vai provar sua inocência e que confia no trabalho da Justiça e do Ministério Público. “O povo me elegeu quatro vezes, e por isso queria que as pessoas fizessem uma análise. Se eu fosse uma pessoa ruim como me pintaram, jamais teriam me elegido. [...] Estou e sempre estarei à disposição de todos”, complementou.

Damin é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, em apuração coordenada pela Procuradoria de Prefeitos. Na terça-feira passada, 15 de maio, profissionais do Ministério Público e da Brigada Militar cumpriram três mandados de busca e apreensão no gabinete do prefeito e em suas duas residências. Nos locais, foram apreendidos seu celular e computador, que passarão por análise, além de duas armas de fogo, motivo pelo qual ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e liberado depois de pagar fiança.

*Cristiane Luza/Folha do Noroeste

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