Hospital Universitário de Santa Maria atesta óbito de bebê vivo

 

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) atestou a morte de um bebê que estava vivo, na cidade da Região Central do Rio Grande do Sul. O fato aconteceu em fevereiro deste ano e o bebê, uma menina, ainda está internado na UTI pediátrica, com sequelas no cérebro e no sistema cardiovascular. A criança precisa de uma cirurgia, e deve ser encaminhada a Porto Alegre para o procedimento.

Segundo a família, os médicos atestaram que a criança nasceu sem vida após uma cesariana de emergência, aos seis meses de gravidez. "Disseram para mim que tínhamos perdido ela", lembra o pai Marcos Renato dos Santos Cézar, que trabalha como borracheiro. A família entrou com um processo contra o hospital.

O atestado de óbito chegou a ser feito, informando que o bebê havia sofrido óbito fetal, sofrimento fetal agudo, deslocamento prematuro de placenta e hipertensão gestacional. Os familiares contam que a menina foi levada pela equipe do hospital e, seis horas depois, uma médica chamou a família para dizer que a criança poderia estar viva, o que de fato se confirmou.

O pai classifica a situação como "pesada", e conta que chegou a verificar o que seria necessário para o enterro da criança.

O HUSM diz que o bebê nasceu em parada cardiorrespiratória e que foram feitas todas as manobras de reanimação, com tempo até maior do que o recomendado, e no momento a criança não reagiu, o que motivou a constatação do óbito fetal.

A criança, então, foi levada para uma sala anexa ao bloco cirúrgico e horas depois voltou a apresentar sinais vitais. Imediatamente, foi encaminhada para a UTI neonatal. O hospital disse ainda que vem dando toda assistência à família e à criança, que agora aguarda um leito em Porto Alegre para passar por um procedimento cirúrgico.

Por Fabiana Lemos, RBS TV
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