Empresários são presos em Erechim por envolvimento na fraude da venda de produtos hospitalares

 
Foto: Ministério Público
Dois empresários foram presos preventivamente na tarde de ontem, segunda-feira (18) em Erechim, por suspeita de envolvimento em fraude na venda de produtos hospitalares. Os nomes não foram divulgados. De acordo com o Ministério Público (MP), a empresa de propriedade da dupla integrava uma organização criminosa que cometia crimes contra as relações de consumo, crimes licitatórios e contra a administração pública.

Conforme o MP, as investigações tiveram início no município de Estrela, no Vale do Taquari, quando foram detectados problemas na quantidade e qualidade de produtos comprados por licitação por prefeituras para hospitais, como gazes e toalhas de papel.

A embalagem das gazes afirmava que o pacote continha 500 unidades, mas foram entregues em cada saco apenas 178. No caso das gazes hidrófilas, o material deveria ter 91 centímetros de largura por 91 metros de comprimento, mas o que foi entregue tinha apenas 88 cm de largura por 21 metros de comprimento. Já em relação às toalhas de papel, a prefeitura recebeu 823 folhas, em vez das mil que haviam sido contratadas, sem que houvesse redução no pagamento.

A partir disso, o MP detectou que diversas empresas eram comandadas por laranjas e que havia fraudes, inclusive, nas embalagens dos produtos.

Em novembro, a Uirapuru noticiou uma grande ação de busca e apreensão em 14 empresas da região, incluindo as de Erechim, Vila Maria, Tapera e uma em Passo Fundo. Em Passo Fundo a empresa WF indústria de fraldas foi interditada por operar sem autorização. Naquela ocasião foram alvos as empresas: Plasmedic (de Erechim), Total Health (Paulo Bento), Inovato Indústria de Papeis (Paulo Bento), WF Indústria e Comércio de Fraldas (Passo Fundo), Berta Indústria e Comércio de Fraldas (Vila Maria), Higemex (Tapera), Litoralm Comércio de Produtos Médicos Eireli (Balneário Camboriú, SC), Qualilux (Braço do Norte, SC).

Segundo a Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor, a organização criminosa é composta por quatro pessoas, que detêm todas as empresas, com a cabeça de operação em Erechim. Os investigados distribuem, participam da fabricação e comercializam produtos hospitalares e de higiene pessoal sem alvará sanitário e Autorização para Funcionamento de Empresa, expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Informações do G1RS
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