Sartori destaca necessidade de apoio legislativo na recuperação do RS

Governador reforçou importância de adesão ao plano federal para o reequilíbrio financeiro - Foto: Dani Barcellos/Palácio Piratini
Apresentado na última quarta-feira (8) ao presidente Michel Temer, o pré-acordo do Regime de Recuperação Fisca (RRF) vai criar as condições para que as próximas gestões do Estado tenham a oportunidade de administrar o Rio Grande em pleno reequilíbrio. A afirmação é do governador José Ivo Sartori em entrevista ao programa Governo e Comunidade desta semana. "Esta não é uma atitude só para resolver os desafios do atual governo, pelo contrário, ela vai servir para o futuro e para as novas gerações", destacou.
Mesmo que não seja a solução definitiva, a adesão ao plano de auxílio aos estados é um passo decisivo para começar a estancar a crise: "Claro que só o RRF não vai solucionar os problemas, também é preciso que as medidas de controle financeiro continuem sendo implantadas para a modernização do Estado e que não sejam interrompidas", ressaltou Sartori. 
"O momento é de união e de envolvimento de todos. É hora de deixar de lado outras questões, problemas partidários e divergências ideológicas para começar a pensar mais no Rio Grande", convocou o govbernador, lembrando que mesmo que a União aceite o acordo, a proposta ainda precisa ser aprovada na Assembleia Legislativa.

Capacidade para investir

"O Estado pode ficar três anos sem pagar a dívida com a União, ou seja, teremos R$ 11 bilhões a mais para utilizar nesse período", afirmou Sartori. "Com o regime, poderemos buscar recursos no país e fora dele, e associado ao sucesso na venda das ações excedentes do Banrisul, significa o retorno do salários em dia e mais investimentos na área da Saúde, Educação, Políticas Sociais, Segurança e Infraestrutura", acrescentou.

Garantias à União

O Estado precisou apresentar garantias comprovando a capacidade do RS de honrar o acordo. Para isso, o pré-acordo detalhou, ponto a ponto, todas as medidas de ajuste fiscal adotadas desde o primeiro dia de governo em 2015. "Enxugamos a máquina pública reduzindo de 29 para 17 o número de secretarias, criamos a Previdência Complementar e também a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que hoje serve de exemplo para outros estados", exemplificou Sartori.
Outra garantia apresentada foi a disposição de negociar empresas deficitárias, como a CEEE, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás. "A privatização de empresas têm sido uma das maiores exigências do Ministério da Fazenda", finalizou.
Com duração de cinco minutos, o programa Governo e Comunidade, apresentado por Nara Sarmento, trata de temas que foram notícia durante a semana e dos principais assuntos envolvendo o Executivo. É gravado na Rádio Web Piratini e veiculado aos sábados por emissoras de rádio do Rio Grande do Sul.

 Antonio Oliveira - com supervisão de Gonçalo Valduga
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