Início Notícia Voltar

Homem é condenado a quase 20 anos de prisão por matar esposa

Vítima foi morta com 13 facadas e teve seu corpo jogado no rio da Várzea



11/08/2019 13:52 por Cristiane Luza, Folha do Noroeste

CapaNoticia

Em plenário, réu admitiu a autoria do crime. Foto: Cristiane Luza, Folha do Noroeste

Banner Topo

Na semana em que a Lei Maria da Penha completou 13 anos, mais precisamente um dia antes, na última terça-feira, 6 de agosto, o Ministério Público (MP) obteve a condenação de um homem acusado de matar a esposa em Frederico Westphalen.

Ismael Garibaldi foi condenado pelo Tribunal do Júri a 19 anos e meio de reclusão, em regime inicial fechado, por ter matado e ocultado o cadáver de sua então esposa e mãe de seus três filhos – todos menores –, Juliana da Silva Rodrigues, 34 anos. A sessão foi presidida pelo juiz de Direito Alejandro Rayo.

Representante do MP, o promotor de Justiça Denis Gitrone sustentou que o réu assassinou a vítima com 13 golpes de adaga e em seguida jogou o corpo nas águas do rio da Várzea, em 15 de setembro de 2017. Depois, contou a um familiar que morava em Iraí o que tinha feito e só compareceu na Delegacia de Polícia na companhia de um advogado no dia 16, quando negou envolvimento. Ele estava na cadeia desde então.

Além da ocultação do cadáver, o MP o acusou por homicídio quadruplamente qualificado por motivo torpe (sentimento de posse em relação à vítima e vingança por ela tê-lo golpeado com uma faca no braço para se defender durante desentendimento antes), com emprego de meio cruel (demonstrado pela quantidade de facadas), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (atacada de inopino, principalmente pelas costas) e feminicídio (por se tratar de assassinato de mulher por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar).

Em plenário, o acusado admitiu o crime. Sua defesa, feita pela defensora pública Amanda Amaral, considerou que ele deveria ser condenado pelo feminicídio, mas sem o motivo torpe porque ele teria sido provocado injustamente durante uma discussão; sem o meio cruel porque a quantidade de facadas não significaria maior sofrimento estando a vítima morta; e sem o recurso que dificultou a defesa, além da ocultação de cadáver, levando em conta que o réu alegou que contou para um parente e não sabia o que fazer na hora, portanto, a intenção de esconder o corpo seria inexistente. Os jurados rejeitaram a tese da defesa. Da decisão cabe recurso.


Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.