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MP denuncia deputada Flordelis por morte do marido, pastor Anderson

Autoridades cumprem nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em investigação do crime



24/08/2020 11:43 por R7

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Foi constatado que Flordelis foi a mandante do homicídio, motivada por disputa de poder e pela emancipação financeira dela | Foto: Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

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O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou nesta segunda-feira a deputada federal Flordelis de Souza pela morte do marido, pastor Anderson do Carmo de Souza, assassinado em junho do ano passado. Além disso, a Polícia Civil, em ação conjunta, cumpre nove mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra 11 envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo de Souza. 

A ação ocorre em endereços do Rio de Janeiro (RJ), de Niterói (RJ), São Gonçalo (RJ) e em Brasília (DF).  De acordo com o MP-RJ, os alvos de prisão são Marzy Teixeira da Silva, Simone dos Santos Rodrigues, André Luiz de Oliveira, Carlos Ubiraci Francisco da Silva, Rayane dos Santos Oliveira, Flávio dos Santos Rodrigues, Adriano dos Santos Rodrigues, Andrea Santos Maia e Marcos Siqueira Costa.

Apesar de ter sido considerada pelas autoridades como a mandante do crime, não há mandado de prisão contra a deputada federal Flordelis Souza, por causa da imunidade parlamentar. 

Anderson foi assassinado dentro de casa, em Niterói, em 16 de junho do ano passado. De acordo com as autoridades, a mulher da vítima, a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, afirmou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto durante um assalto. Ela informou ainda que eles tinham sido seguidos por suspeitos em uma moto quando retornavam para casa.

As investigações apontaram que Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da deputada, teria sido o executor do crime e Lucas César dos Santos, filho adotivo do casal, a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato. Também foi constatado que Flordelis foi a mandante do homicídio, motivada por disputa de poder e pela emancipação financeira dela. 

A deputada foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada.


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