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Juíza nega liberdade de Alexandra e prorroga prisão por mais 30 dias

Nesta segunda-feira, 22, a justiça negou o pedido o pedido de libertada da acusada



22/06/2020 17:32 por Redação Portal In Foco RS

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Segundo o delegado, a prorrogação se faz necessário até que o inquérito seja encerrado.

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Nesta segunda-feira, 22, a juíza Marilene Parizotto Campagna, da comarca de Planalto aceitou o pedido de prorrogação da prisão temporária, por mais 30 dias, de Alexandra Dougokenski, mãe do menino Rafael Winques.

O pedido foi pelo delegado Ercílio Carletti, titular de Planalto, responsável pelas investigações do caso. A prisão temporária venceria nesta terça-feira, dia 23. Ela está presa desde o dia 25 de maio, dia em que indicou o local onde estava o corpo. 
Segundo o delegado, a prorrogação se faz necessário até que o inquérito seja encerrado. A Polícia Civil segue com a linha de homicídio doloso, que a mãe do menino teve intenção de matar. 

A conclusão dos laudos da reconstituição pode levar mais de 30 dias. Não queremos concluir o inquérito sem os laudos da reprodução simulada.  Algumas questões que ela apontou na Reprodução Simulada dos Fatos fizeram surgir dúvidas em questões que nós não tínhamos questionado antes e que vão refletir nesses laudos que estão sendo produzidos, diz a polícia. 

Na tarde do sábado, 20, a defesa de Alexandra Dougokenski, informou que pediu ao Poder Judiciário a revogação da prisão temporária da acusada. 

O advogado relatou que os laudos juntados até o momento, só reforça a tese da defesa, sendo que um dos laudos comprovou a presença de medicamentos na urina do menino, corroborando com o depoimento de Alexandra, que diz ter dado calmante para o filho, e que o encontrou ele posteriormente sem vida.

Severo afirma ainda, que a polícia não apresentou laudo sustentando a tese de asfixia mecânica, inicialmente apontada pelas investigações, ele reforça que se houve asfixia, foi no transporte do corpo. Segundo o advogado, a autoridade policial não conseguiu explicar como teria ocorrido a asfixia.
Com base nesse entendimento, a defesa pediu a liberdade de Alexandra, sustentando a tese de um homicídio culposo (que não há intenção de matar), devendo ela responder o crime em liberdade. Nesta segunda-feira, 22, a justiça negou o pedido.

ENTENDA O CASO
Na manhã do dia 15 de maio, Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael Mateus Winques, de 11, anos, disse à polícia que o filho havia desaparecido de casa durante a madrugada. Depois de dez dias de buscas, Alexandra confessou que matou o filho. Em depoimento ela alega que deu dois comprimidos ao menino, porque ele estaria muito nervoso, mas que não pretendia matá-lo. Ao perceber que Rafael não respirava, a mulher diz que teria decidido esconder o corpo, que foi encontrado na casa ao lado da residência da família, dentro de uma caixa, com as mãos e pés amarrados e uma corda em volta do pescoço, além de ter o rosto coberto por uma sacola de pano. Alexandra Dougokenski está presa de forma temporária no Presídio Feminino de Guaíba, na Região Metropolitana.


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