Início Notícia Voltar

Senadores gaúchos reconhecem dificuldades nas eleições deste ano

Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) avaliam como possível o adiamento do pleito previsto para outubro em função da pandemia



24/03/2020 10:35 por Correio do Povo

CapaNoticia

Agência Senado

Banner Topo

Os senadores gaúchos Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) admitiram ontem que a possibilidade de adiamento das eleições municipais deve começar e ser considerada pelas autoridades judiciárias e governamentais em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O tema deverá ser discutido em sessão virtual do Senado, que ocorre hoje, a partir das 14h. Ambos trabalham de casa e aprovaram os testes para a realização da atividade parlamentar a distância durante as medidas preventivas ao novo coronavírus.

“Já estão ocorrendo articulações no sentido de repensar as eleições. Existem dois fatores fundamentais e legais que precisamos observar: o remanejo do orçamento e a revisão do calendário eleitoral”, explica Heinze. O senador do PP diz considerar muito difícil a viabilidade de manter a organização partidária e o planejamento de candidaturas e campanhas diante da situação excepcional que o país terá de enfrentar nos próximos meses. “Em condições normais, eu estaria visitando de oito a 10 municípios por semana. Ficou impossível”, lamenta.

Paulo Paim (PT) ressalta não haver problemas em discutir o adiamento das eleições. “Se o enfrentamento a esta doença nos mantiver mais tempo isolados, não haverá condição de um processo eleitoral em sua plenitude. A prioridade deve ser a preservação da saúde e dos meios de sobrevivência da população, pois a vida prosseguirá após esta crise e o Brasil precisará de todos. As eleições poderão muito bem acontecer no início do ano que vem”, pondera.

Os dois senadores concordam que os efeitos da crise na economia serão inevitáveis e os esforços devem ser no sentido de minimizar esses impactos. “Estamos discutindo também a possibilidade de redirecionamento dos fundos Partidário e Eleitoral para a Saúde”, revela Luiz Carlos Heinze.

“Será uma situação muito difícil nos campos econômico, social e até político. Há tendência de aumento do desemprego. Empresas precisarão de suporte e trabalhadores precisarão de proteção”, comenta Paim. Ele defenderá, nos debates previstos para hoje, que governo e Congresso deverão liderar a criação de entendimento entre empresários e trabalhadores. “O governo e o Parlamento têm a missão de fazer esse meio-campo. Pensar em renda mínima, liberação do FGTS, redução da taxa de juros para acesso ao crédito. Caso contrário, teremos uma convulsão social”, analisa.


Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.