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HCI realiza procedimento inédito no serviço de hemodinâmica

O tratamento é alternativo à cirurgia para determinados casos



17/09/2019 10:08 por Ascom HCI

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Foto: Divulgação

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Pela primeira vez, o Instituto do Coração (Incor) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) realizou uma oclusão percutânea de forame oval patente. Foi no dia 14, em um paciente de 72 anos e teve como responsável médico, o hemodinamicista Leonardo Zanatta, com apoio dos médicos Carlos Mayer, João Mânica, Diego Ceretta, Julio Coracini e a equipe de enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em radiologia e ainda com a retaguarda da equipe administrativa do Incor.

Conforme explica Leonardo Zanatta, forame oval patente é a existência de uma comunicação intracardíaca, no qual o septo que divide o átrio direito do átrio esquerdo, possui um defeito no seu fechamento. “O forame oval é um orifício que comunica o lado direito com o lado esquerdo do coração. Em alguns casos, entretanto, a existência do forame oval patente pode causar a passagem de coágulos de sangue do lado direito para o lado esquerdo, o que pode acarretar problemas como, por exemplo, o derrame cerebral (acidente vascular cerebral isquêmico)“, explica o médico.

O especialista disse ainda que o fechamento deste defeito septal é indicado em pacientes que tiveram eventos neurológicos prévios compatíveis com embolização, em pacientes assintomáticos que possuem alterações compatíveis com embolização na angioressonância craniana; e para aqueles que possuem no doppler transcraniano um padrão em chuveiro ou cortina de passagens de micro bolhas, que são injetados no sistema.

Depois de definido o diagnóstico pelo cardiologista clínico e neurologista, através do exame de ecocardiograma, a opção pelo fechamento percutâneo se mostra uma opção ao procedimento convencional de cirurgia. O paciente será preparado para o procedimento, que será realizado na sala de hemodinâmica, local onde se fazem cateterismos e angioplastias.

O procedimento consiste em colocar uma prótese no defeito septal, fechando definitivamente o forame oval patente. “O fechamento do forame oval patente é realizado por uma punção na virilha. A prótese é guiada por um cateter através da veia cava inferior e sob visão ecocardiográfica, até ser encaixada no defeito septal. Ela vem compactada em um dispositivo que libera a prótese e, uma vez posicionada, retira-se o cateter, terminando o procedimento”, explica Zanatta.

Após a alta hospitalar é importante o acompanhamento do paciente pelo médico assistente seguimento ambulatorial. A alta do paciente, ocorreu no dia seguinte ao procedimento.

 


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