Casos de toxoplasmose registram queda em Santa Maria nas últimas semanas

 

A Secretaria da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (20), dados que apontam redução nos casos de toxoplasmose em Santa Maria. De acordo com o balanço, o surto da doença teve o pico entre março e abril, sem que novas pessoas apresentassem os sintomas iniciais depois de 10 de maio. Até o momento, 569 casos foram confirmados no município. Os números foram apresentados pelo secretário da Saúde, Francisco Paz, em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (20). 

Na coletiva, também foram detalhadas as ações desenvolvidas pela vigilância para buscar a fonte da infecção, dar assistência aos cidadãos e prevenir a doença. Ainda esteve em pauta a vacinação contra a gripe e o combate ao sarampo, em Porto Alegre, e à chikungunya, em Santiago.

"Não estamos mais na vigência do surto", ressaltou Paz. A curva de registros de casos iniciou em 15 de janeiro. A frequência começou a aumentar no início de março e em 19 de abril foi registrada a situação de surto - na época com 14 confirmações. "Desde lá, nossa preocupação foi prestar assistência e identificar o local e a fonte de contágio", acrescentou.

Até o momento, já foram analisadas no laboratório de referência (na Universidade Estadual de Londrina) amostras de água da Estação de Tratamento da Corsan, de reservatórios de água nas residências de casos confirmados e no processo de um produtor de hortaliças. Todas elas deram resultado negativo quanto à presença do DNA de protozoário que causa a doença (Toxoplasma gondii). Ainda estão sendo examinadas no Paraná amostras de água de açude, de poço artesiano, vertente e lodo de reservatórios de água dos casos confirmados.

Quanto à assistência farmacêutica, o titular da pasta assegurou que o estoque atual é suficiente para atender a demanda. Desde abril, a secretaria remanejou medicamentos de outros municípios para Santa Maria, assim como solicitou empréstimo de outros estados. Além disso, a SES efetuou a compra emergencial de novos lotes que já foram recebidos e poderão atender o município e cobrir os empréstimos feitos. Os medicamentos têm a compra e distribuição feitas pelo Ministério da Saúde, contudo, a alta demanda causada pelo surto exigiu que as autoridades municipais e estaduais recorressem aos outros métodos.

Confira os números do balanço apresentado na coletiva.

Como prevenir a toxoplasmose

Lave bem as mãos
Ferva a água antes do consumo
Desinfete as caixas d'água dos estabelecimentos residenciais e comerciais
Não consuma carnes cruas, malpassadas, sushi ou não prove carne crua durante a preparação
Alimente gatos com ração, não deixando que façam ingestão de caça ou carne crua

Cuidados para gestantes:

Não consuma alimentos crus
Evite atividades de jardinagem em geral, exceto com uso de luvas
Evite contato com fezes de gato no lixo ou no solo e, se houver contato, higienizar corretamente as mãos
Evite trocar a caixa de areia de gatos domésticos e, caso não seja possível, deve-se limpar e trocar a caixa diariamente, utilizando luvas e pazinha, além de colocá-la ao sol com frequência

Vacinação contra gripe

A campanha de vacinação contra a gripe se estende oficialmente até esta sexta-feira (22). No RS, a cobertura dos grupos prioritários está em 80,8%, enquanto a meta é chegar a 90%. A faixa com menor procura é a das crianças menores de 5 anos, com 59,6%. No total, já são mais de três milhões de doses aplicadas.

Desde o último dia 11, a Secretaria da Saúde orientou os municípios a ampliarem as faixas etárias da vacinação contra a gripe para crianças menores de 10 anos e adultos a partir dos 50 anos. A medida é uma recomendação aos municípios e foi adotada pela SES em função da concentração de casos nessas idades.

Dos 80 casos já confirmados de gripe Influenza no estado este ano, 70% se enquadram nas crianças abaixo dos 10 anos ou nas pessoas com mais de 50. Também foram confirmados quatro óbitos em decorrência da doença no RS em 2018.

Sarampo

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) acompanha a ocorrência de casos de sarampo no RS. Já são seis confirmados. O primeiro é uma criança de 1 ano, residente em São Luiz Gonzaga, não vacinada e que viajou com a família à Europa. Os outros cinco casos são residentes em Porto Alegre, com vínculo entre eles, incluindo uma estudante de 25 anos, com história de viagem a Manaus. O último caso autóctone havia ocorrido em 1999, com os últimos casos importados registrados em 2010 e 2011, com oito e sete respectivamente.

A vigilância neste momento é importante pois a Europa registrou ao longo do ano passado mais de 20 mil casos, assim como casos importados neste ano em países das Américas como Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Peru, Equador, Argentina e a Venezuela, com mais de 1,4 mil casos confirmados.

Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às secretarias municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, através do número 150.

A mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a Tríplice Viral para a população de 12 meses a 49 anos, para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência hospitalar.

São considerados vacinados:

- Pessoas de 12 meses a 29 anos que comprovem duas doses de vacina com componente sarampo/caxumba/rubéola;

- Pessoas de 30 a 49 anos que comprovem uma dose de Tríplice Viral;

- Profissionais de saúde independente da idade que comprovem duas doses de Tríplice Viral.

Chikungunya

Foram confirmados este ano 11 casos autóctones de febre chikungunya no estado, todos residentes em Santiago. Além desses, outros quatro casos importados foram registrados em Gramado, Rio Grande e Santo Ângelo. As ocorrências de Santiago apresentaram até o momento quadros de febre, artralgia aguda (dor nas articulações), exantemas (manchas vermelhas pelo corpo), mialgia (dor muscular), perda de força muscular, entre outros sintomas. Ações no município já foram realizadas para busca e controle de focos do mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da doença e também responsável pela transmissão da dengue e zika vírus.

Ascom SES
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