Segundo associação, piloto morto em acidente junto com Boechat ‘seguiu à risca as doutrinas de segurança até o último momento’

 
Helicóptero prefixo PT-HPG que se acidentou na Anhanguera Foto: Matheus Herrera/Arquivo pessoal

Ronaldo Quattrucci, o piloto morto no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat na tarde desta segunda-feira (11), era dono da empresa proprietária do helicóptero, a RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda. Ronaldo tinha 56 anos e deixa dois filhos.


Segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe), Quattrucci “seguiu à risca as doutrinas de segurança até o último momento, na tentativa de preservar a vida da tripulação a bordo do helicóptero”.

“Importante destacar, ainda, a experiência de quase duas décadas do comandante, as licenças regulares, bem como as características e potencial da aeronave que comandava”, diz a nota.

O helicóptero saiu de Campinas, no interior do estado, onde Boechat participou nesta manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul. A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, junto ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um Bell Helicopter prefixo PT-HPG, estava em situação regular, mas a empresa não tinha autorização para fazer táxi aéreo.

“De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular”, diz nota da Anac.

Segundo a  Anac, a dona da aeronave — a RQ Serviços Aéreos Especializados — não poderia fazer nenhuma atividade remunerada, a não ser de “aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem, entre outros do mesmo ramo”.

A Anac informou ainda que abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente.

*Informações O Globo e G1
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