Crianças mortas em suposto ritual não foram sequestradas

   
Segundo a polícia, os assassinatos foram encomendados por R$ 25 mil Daniela Lemes/Band
Um caso cruel longe de ter seu fim. A Policia Civil segue atrás de três foragidos que são suspeitos de participar da morte e esquartejamento de duas crianças em um suposto ritual satânico.

Houve troca na condução do inquérito. O delegado Rogério Baggio volta a frente da investigação após suas férias. Ele reassume o seu posto, pois foi quem iniciou o trabalho ainda em setembro, após o delegado Moacir Fermino revelar o crime.

Em entrevista para a Rádio Mitre, na cidade de Córdoba, Argentina, o delegado Baggio relata que testemunhas do caso suspeitam que as crianças sejam do país vizinho."Há uma forte suspeita, ainda não está totalmente provado, que as duas crianças venham realmente da Argentina", ressalta.

O Baggio garante que não houve sequestro das crianças. Os responsáveis por elas sabiam que viriam para esse fim. A justiça brasileira está protegendo a testemunha-chave do caso. A pessoa está correndo risco por informar com detalhes, como funcionou este ritual.

A advogada do “bruxo” suspeito de conduzir o ritual pediu habeas corpus. Mas a Justiça recusou e mantém a prisão preventiva de Silvio Fernandes Rodrigues, 44 anos.

Seguem foragidos Paulo Ademir Norbert da Silva, Anderson da Silva e o argentino Jorge Adrian Alves. Segundo a polícia, os assassinatos foram encomendados por R$ 25 mil, para atrair prosperidade e crescimento nos empreendimentos imobiliários.

 Daniela Lemes/Band
Crianças mortas em suposto ritual não foram sequestradas Crianças mortas em suposto ritual não foram sequestradas Reviewed by In Foco RS on sexta-feira, janeiro 12, 2018 Rating: 5