Exportação de pedras deve ganhar propulsão a partir de 2018


Conhecido como a capital da ametista e contando com 107 garimpos em atividade, o pequeno município enfrenta um empecilho histórico para a arrecadação de recursos, no que diz respeito à exportação do produto. Apesar da cidade ser a maior produtora e extratora da pedra e, muitas vezes, com grande volume industrializado ali, a maioria das notas fiscais de exportação são emitidas por empresas exportadoras com sede em Soledade.

– Com isso, o município tem um retorno pequeno, ou quase não tem retorno sobre a exportação. Além disso, toda a responsabilidade no apoio e ao atendimento à saúde do garimpeiro, assim como contribuir para a destinação correta dos rejeitos do garimpo ficam com Ametista do Sul, ou seja, não é algo justo –, avalia o prefeito, Gilmar da Silva.

Mudança

Para resolver o problema, um importante passo foi dado pela administração municipal, que vai conceder área a título de incentivo, visando a instalação de uma unidade de empresa exportadora no município, já em 2018. “Para se ter uma ideia, o montante de exportações registrados em 2016 foi de R$ 4,6 milhões, pois no máximo cinco de 30 empreendedores do segmento tiram notas aqui. Com a emissão em Ametista do Sul, esse valor poderá ser ampliado em até quatro vezes. Essa é uma demanda que temos há mais de 15 anos”, acrescentou o prefeito.

Além disso, também foi criada uma lei municipal de incentivo à exportação, que garante ao empresário, a devolução de 30% quando o município receber o retorno. “Se consideramos a exportação através de Santa Catarina, o valor necessário para o transporte é menor ainda do que via Porto de Rio Grande. A unidade em Ametista vai aumentar em até 30% o rendimento do pequeno empresário, que não precisará mais lidar com o atravessador”, detalhou o gestor.

Exportação de pedras deve ganhar propulsão a partir de 2018 Exportação de pedras deve ganhar propulsão a partir de 2018 Reviewed by In Foco RS on sexta-feira, novembro 03, 2017 Rating: 5