Governo volta a ouvir Cpers e reafirma calendário de recuperação das aulas

Cpers anunciou que vai manter a greve mesmo com o governo tendo quitado todos os salários - Foto: Nabor Goulart/Casa Civil
Cpers anunciou que vai manter a greve mesmo com o governo tendo quitado todos os salários - Foto: Nabor Goulart/Casa Civil
Atendendo a pedido da direção do Cpers, o governo do Rio Grande do Sul voltou a ouvir os líderes da categoria em reunião na manhã desta terça-feira (17), na Secretaria de Educação (Seduc). O chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e a secretária adjunta de Educação, Iara Wortmann, ouviram da presidente do Cpers, Helenir Schürer, que a categoria, agora, quer que o governo reveja as PECs 242 (extingue licença prêmio e cria licença capacitação), 256 (altera licença classista dos servidores que passa a ser não remunerada pelo Estado), 257 (retira previsão de prazo para pagamento do 13°) e 258 (extingue adicional tempo serviço servidor).

Mesmo o governo tendo quitado todos os salários, inclusive priorizando os que ganham menos (uma sugestão do próprio Cpers na reunião de 14 de setembro), os dirigentes anunciaram que manterão a greve, que já dura 42 dias, o que estende o ano letivo de 2017 para os primeiros meses de 2018, podendo chegar até abril, para aquelas escolas que estão paralisadas.

Com relação à retomada do pagamento em dia, sem a necessidade de parcelamento, Branco reiterou que esse é um compromisso que o governo só poderá assumir depois da aprovação do Plano de Recuperação Fiscal. "Estamos tratando direto com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para depois levarmos o debate à Assembleia, abrindo essa discussão com a sociedade, de forma clara e transparente, como o governo sempre tem agido", afirmou Branco. Segundo o secretário, nos próximos dias haverá uma resposta da STN: "Estamos muito próximos disso".

Com a maioria das escolas em funcionamento normal, a Seduc já encaminhou orientações e critérios para a reorganização do Calendário Escolar 2017, que deve encerrar-se em 14 de janeiro. A proposta de novo calendário elaborada pelas escolas deve contemplar os dias de greve dos meses de agosto, setembro e outubro, ser aprovada pelos Conselhos Escolares e encaminhada à Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para homologação até a próxima sexta-feira (20), impreterivelmente. A CRE, por sua vez, deve analisar, ajustar e homologar os novos calendários e terá até o próximo dia 27 para remeter o quadro resumo da situação à Seduc.

A reorganização do calendário, porém, não afeta em nada o direito às férias dos professores de, no mínimo, 45 dias para os que estão em regência de classe. O início do ano letivo de 2018 está previsto para 22 de fevereiro.  As informações são da Secretaria de Educação do RS.
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