Ametista do Sul participa de projeto de pesquisa voltado à atenção e prevenção da saúde do trabalhador


A manhã desta quinta-feira, 31 de agosto de 2017, foi voltada a atenção da saúde do trabalhador em Ametista do Sul. Um projeto de pesquisa vem sendo realizado no município, tendo como objetivo avaliar uma forma de diagnóstico precoce da silicose, através de exames laboratoriais específicos, que até o momento não estão disponíveis na rotina laboratorial, com foco preventivo à saúde.

Tal atividade ocorre através de uma parceria firmada com a UREST - Unidade Regional de Saúde do Trabalhador, que tem como abrangência os municípios de Ametista do Sul (sede), Planalto, Iraí, Rodeio Bonito e Cristal do Sul, com apoio da Amparo - Associação dos Portadores de Doenças do Garimpo, que tem como presidente Alcione Arruda, sendo realizada pela UFRGS (LATOX,
Faculdade de Farmácia e Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Fundacentro, com a colaboração do NIOSH, órgão americano voltado à saúde ocupacional, a nível de diagnóstico precoce.

O projeto é desenvolvido pela mestranda Jessica Nardi, farmacêutica, sob a orientação da professora Dra. Solange Cristina Garcia. Atuam na equipe de trabalho e pesquisa, mestrandos e doutorandos do Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Farmácia da UFRGS – LATOX, coordenado pela professora Dra. Solange.

A equipe atuou durante toda manhã, tendo como público-alvo 50 ex-trabalhadores portadores da doença silicose, doença que mais levou trabalhadores a óbito nos municípios de abrangência da UREST nos últimos anos. Por isso a preocupação da unidade, em desenvolver algo que venha contribuir com a prevenção desse público. Os atendidos foram previamente cadastrados pela UREST, com apoio da Amparo.

Os pesquisadores realizaram um cadastro dos participantes, sendo que todos foram identificados por um código para não haver a exposição do atendido. 

Num segundo momento, foram realizados exames de sangue, urina e em células da mucosa bucal, para avaliar o estado geral de saúde dos participantes, além de exames mais específicos que irão avaliar aspectos relacionados ao DNA, sua integridade e funcionamento. Será realizado também, o acompanhamento dos participantes junto à equipe da UREST. 

As pesquisas tiveram início ainda no mês de janeiro, sendo realizada a parte de estudos, a teoria, buscando analisar a sua viabilidade. Dando sequência aos estudos, a primeira análise foi realizada com garimpeiros que já apresentam a doença silicose. No mês de outubro os pesquisadores vão ao município para realizar a coleta com trabalhadores garimpeiros que não apresentam a doença. Assim, será possível realizar um comparativo dos dois casos, vislumbrando a criação de ferramentas de prevenção da doença. O projeto será concluído em março de 2018, podendo haver complementação do mesmo, dependendo dos resultados apresentados.

- Estamos muito felizes em poder participar de uma pesquisa dessa dimensão.

Temos certeza que os resultados poderão ajudar muito os trabalhadores do garimpo. Todos os esforços valerão à pena. A UREST atua neste sentido, buscando formas de proteção e prevenção de nossos trabalhadores. Afirma Marinês Lodi da Silveira, Coordenadora da UREST.  

O Prefeito Gilmar da Silva esteve acompanhando os trabalhos realizados na manhã de hoje. Ele conversou com os trabalhadores e reforçou o desejo da Administração em dar o suporte necessário para a classe.

Assessoria de Imprensa 

Divulgação UREST e Raquel A. Faliburski






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